terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cidade perdida

Voltamos pois,meio ás pressas á cidade perdida que cheira forte a mofo e não há esperança,apenas um sentimento sem nome.

Voltamos sem querer voltar..por não ter mais aonde ficar.Viemos;junto a vocês,meus caros,assistir a triste e fúnebre marcha das almas.

Daquelas que tem um bom lugar aonde ir,e aquelas que vão aonde jamais puderam imaginar.

Ás pressas viemos,e é por aqui que decidimos que temos de ficar,ao menos por enquanto,pois o outro lado do mundo está perdido,então,não há muita diferença.

Mesmo cheirando a mofo,decidimos que este é o nosso lugar...

Aonde há sentimentos sem nome,e ás vezes os dois sóis brilham foscos e muito pouco aquecem...

Agora podemos nos assentar,pois está iniciando a marcha das almas;não vão voltar...

Irão a um lugar bom...ou áquele que jamais puderam imaginar...

Por fim..pode-se apenas ouvir o barulho das correntes,choro e ranger de dentes dos perdidos...e o que volta a reinar depois disso,é apenas mofo,com dois sóis foscos e um sentimento sem nome,que nos invade por inteiro...calando e fazendo refletir..enquanto vemos as tristes almas sumir no horizonte..a um lugar que sequer puderam um dia imaginar...

Ana.

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